quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pausa apenas...






- Você era mais forte.
- Eu era “mais” tantas coisas.
- Deixou de ser?
- Cansei de ser.

(Caio Fernando Abreu)

sábado, 8 de dezembro de 2012

— But, I like you

 
“Eu gosto de você, gosto mesmo. 
Mas isso não significa nada. 
Não mesmo. 
Não significa que eu vá correr atrás feito desesperada, 
nem que eu vá deixar de viver porque você não dá a mínima. 
Sabe, 
ninguém morre de amor. 
Não deve ser tão difícil assim deixar pra lá, 
não pode ser. 
E além do mais, 
amanhã é outro dia, 
e depois de amanhã, 
lá vem mais outro … 
 Olha que maravilha, 
eu ainda consigo pensar direito. 
No começo é sempre difícil, 
a gente chora de raiva porque é o que se tem pra fazer. 
Pode demorar, mas a gente sobrevive.”

— But, I like you.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Que vida?

 
''Todos os dias você acorda 
e já tem uma porção de problemas para resolver, 
milhares de coisas para aprender,
 trilhões de pessoas para não esquecer, 
recomendações de beleza para seguir, 
provas em que se classificar, 
notas a alcançar, 
objetivos para perseguir. 
Enquanto isso o onibus atrasa , 
a comida queima, 
o telefone toca,
 a net cai no meio do carregamento, 
a campainha toca, 
você tropeça, 
levanta, 
vai dormir quando os olhos não conseguem mais se manter abertos.
 Acorda outra vez cheio de esperança pela vida. 
_Que vida?
  Aquele instante em que você pode respirar e olhar pro céu num intervalo entre uma coisa e outra!''


CleaRF.

domingo, 14 de outubro de 2012

A loucura é permitida...


E de repente ...
eu fiquei vazia 
vazia do ''achismo'' que preencheu minha vida.
Não acho mais nada.
Só perco
só me perco.
Só me permito.
Me permito amar quem eu amo
e quem não me ama.
Tentar o que não fiz 
e oque já errei.
Só me permito 
e me perdoo.

CleaRF.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vou ali...

 
“Ontem chorei. 
Por tudo que fomos. 
Por tudo o que não conseguimos ser. 
Por tudo que se perdeu. 
Por termos nos perdido. 
Pelo que queríamos que fosse e não foi. 
Pela renúncia. 
Por valores não dados. 
Por erros cometidos. 
Acertos não comemorados. 
Palavras dissipadas.
Versos brancos. 
Chorei pela guerra cotidiana. 
Pelas tentativas de sobrevivência. 
Pelos apelos de paz não atendidos. 
Pelo amor derramado. 
Pelo amor ofendido e aprisionado. 
Pelo amor perdido. 
Pelo respeito empoeirado em cima da estante. 
Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. 
Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. 
Pela culpa. 
Toda a culpa. 
Minha. 
Sua. 
Nossa culpa. 
Por tudo que foi e voou. 
E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. 
Chorei. 
Apronto agora os meus pés na estrada. 
Ponho-me a caminhar sob sol e vento. 
Vou ali ser feliz e já volto.”
 

— Caio Fernando Abreu

sábado, 11 de agosto de 2012

Vontade

E se toda a tempestade coubesse aqui no meu olhar?
O dia certo seria hoje.
Mas a tempos não existe o dia certo.
A tempos a mistura de raios e trovões independe da presença ou ausencia.
A tempestade não é você.
A tempestade é a minha vontade de você.

CleaRF.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cataplaft...


E o amor passou sorrindo, 
de tão feliz nem me viu,
de tão encantado flutuou.
E eu estendi a mão
que ele não alcançou
dediquei mil musicas que ele nunca ouviu
me joguei da sacada pra flutuar com ele...
Cataplaft...
O amor não viu o meu amor...
O amor só oferece a mão a perfeição...


CleaRF.